
NAPPE
Horários de Atendimento do NAPPE:
Segunda-feira: 13h30 às 17h30 e 21h às 22h
Terça-feira: 13h30 às 17h30
Agendamento de horários na recepção da faculdade
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM
A área da educação nem sempre é cercada somente por sucessos e aprovações. Muitas vezes, no decorrer do ensino, nos deparamos com problemas que deixam os alunos paralisados diante do processo de aprendizagem, assim são rotulados pela própria família, professores e colegas.
É importante que todos os envolvidos no processo educativo estejam atentos a essas dificuldades, observando se são momentâneas ou se persistem há algum tempo.
As dificuldades podem advir de fatores orgânicos ou mesmo emocionais e é importante que sejam descobertas a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo se estão associadas à preguiça, cansaço, sono, tristeza, agitação, desordem, dentre outros, considerados fatores que também desmotivam o aprendizado.
A dificuldade mais conhecida e que vem tendo grande repercussão na atualidade é a dislexia, porém, é necessário estarmos atentos a outros sérios problemas: disgrafia, discalculia, dislalia, disortografia e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).
- Dislexia: é a dificuldade que aparece na leitura, impedindo o aluno de ser fluente, pois faz trocas ou omissões de letras, inverte sílabas, apresenta leitura lenta, dá pulos de linhas ao ler um texto, etc. Estudiosos afirmam que sua causa vem de fatores genéticos, mas nada foi comprovado pela medicina.
- Disgrafia: normalmente vem associada à dislexia, porque se o aluno faz trocas e inversões de letras conseqüentemente encontra dificuldade na escrita. Além disso, está associada a letras mal traçadas e ilegíveis, letras muito próximas e desorganização ao produzir um texto.
- Discalculia: é a dificuldade para cálculos e números, de um modo geral os portadores não identificam os sinais das quatro operações e não sabem usá-los, não entendem enunciados de problemas, não conseguem quantificar ou fazer comparações, não entendem seqüências lógicas e outros. Esse problema é um dos mais sérios, porém ainda pouco conhecido.
- Dislalia: é a dificuldade na emissão da fala, apresenta pronúncia inadequada das palavras, com trocas de fonemas e sons errados, tornando-as confusas. Manifesta-se mais em pessoas com problemas no palato, flacidez na língua ou lábio leporino.
- Disortografia: é a dificuldade na linguagem escrita e também pode aparecer como conseqüência da dislexia. Suas principais características são: troca de grafemas, desmotivação para escrever, aglutinação ou separação indevida das palavras, falta de percepção e compreensão dos sinais de pontuação e acentuação.
- TDAH: O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um problema de ordem neurológica, que trás consigo sinais evidentes de inquietude, desatenção, falta de concentração e impulsividade. Hoje em dia é muito comum vermos crianças e adolescentes sendo rotulados como DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção), porque apresentam alguma agitação, nervosismo e inquietação, fatores que podem advir de causas emocionais. É importante que esse diagnóstico seja feito por um médico e outros profissionais capacitados.
Professores podem ser os mais importantes no processo de identificação e descoberta desses problemas, porém não possuem formação específica para fazer tais diagnósticos, que devem ser feitos por médicos, psicólogos e psicopedagogos. O papel do professor se restringe em observar o aluno e auxiliar o seu processo de aprendizagem, tornando as aulas mais motivadas e dinâmicas, não rotulando o aluno, mas dando-lhe a oportunidade de descobrir suas potencialidades.
Prof. Euripedes Castellan Pereira
O NAPPE tem por finalidade diagnosticar, através de técnicas psicopedagógicas, quais os fatores relevantes que levam alunos a não desenvolver plenamente o seu potencial e, por conseguinte, apresentarem rendimento aquém daquele que poderiam.
Uma vez diagnosticada a causa do rendimento insuficiente:
• Se identificada no aluno: O mesmo será orientado acerca de como corrigir sua forma de estudo para que maximize seu potencial e melhore seu rendimento;
• Se identificada na ação pedagógica praticada em sala: As coordenações serão acionadas para que ofereçam sugestões aos professor(es) para que possam diversificar sua prática e/ou sua forma de avaliação;
• Quando identificada na insuficiência de pré-requisitos em áreas básicas do conhecimento e envolvendo grupos de alunos: Apresenta sugestões às Coordenações e à Direção que as viabilizam de imediato ou dentro de cronograma apropriado e de acordo com disponibilidade de recursos humanos, técnicos e financeiros.
Todo aluno da instituição (FACISA E FACISATEC) pode ter acesso ao NAPPE mediante agendamento prévio que deverá ser feito na portaria da faculdade.
ATENDIMENTO: segundas e quartas feiras, das 13:30 às 17:30.
• Ainda a confirmar atendimento noturno nas segundas feiras das 19:00 às 22:00.
Prof. Euripedes Castellan Pereira
Psicólogo – CRP 03/00694
A DEPRESSÃO PÓS-PARTO (DPP)
04 de Agosto de 2008
Quadro clínico severo e agudo que requer acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pois devido à gravidade dos sintomas, há que se considerar o uso de medicação. Todo ciclo gravídico-puerperal é considerado período de risco para o psiquismo devido à intensidade da experiência vivida pela mulher. Esta experiência pode incidir sobre psiquismos mais ou menos estruturados. Mesmo mulheres com boa organização psíquica podem se ver frente a situações em que a rede social falha. A DPP acomete entre 10% e 20% das mulheres, podendo começar na primeira semana após o parto e perdurar até dois anos.
Há fatores de risco que vêm sendo estudados e demonstram uma alta correlação com a DPP. Entre eles temos: mulheres com sintomas depressivos durante ou antes da gestação, com histórico de transtornos afetivos, mulheres que sofrem de TPM, que passaram por problemas de infertilidade, que sofreram dificuldades na gestação, submetidas à cesariana, primigestas, vítimas de carência social, mães solteiras, mulheres que perderam pessoas importantes, que perderam um filho anterior, cujo bebê apresenta anomalias, que vivem em desarmonia conjugal, que se casaram em decorrência da gravidez.
A puérpera se beneficia de grupos terapêuticos onde possa compartilhar o seu sofrimento junto a outras mulheres em igual situação e sob orientação de um profissional. Também pode ser recomendado atendimento psicológico individual em casos cuja gravidade perturbaria o grupo ou que manifestem preferência por esta modalidade de atendimento. O acompanhamento profissional é indispensável.
Aparecem sintomas como irritabilidade, mudanças bruscas de humor, indisposição, doenças psicossomáticas, tristeza profunda, desinteresse pelas atividades do dia-a-dia, sensação de incapacidade de cuidar do bebê e desinteresse por ele, chegando ao extremo de pensamento suicidas e homicidas em relação ao bebê. O diagnóstico precoce é fundamental e para isso é necessário um acompanhamento em todo ciclo gravídico-puerperal, sendo a melhor forma de evitar, atenuar ou reduzir a duração da DPP. Grupos de gestante têm caráter psicoprofilático e, portanto, ajudam no diagnóstico e tratamento precoces.
Outra ajuda essencial na recuperação da mulher é o apoio familiar. A mulher precisa da presença do marido para se sentir amada e compreendida, para que a ajude nos cuidados com o filho e que cuide dela também. Muitas vezes o marido não sabe como ajudar e, para evitar ver o sofrimento da mulher, sai de perto achando que ficando sozinha a mulher irá melhorar.
A mamãe deve se sentir acolhida pela família e saber que pode contar sempre com a atenção de todos. Depressão não é “frescura” ou coisa de menina mimada. É uma doença séria que requer cuidados médicos, psicológicos e familiares.
Dr. Euripedes Castellan Pereira
Psicólogo – CRP 03/0694
AUTO-ESTIMA POSITIVA X APRENDIZAGEM
Algumas crianças apresentam dificuldades de comportamento na escola e muitas vezes têm experiências de fracassos, em alguma área do desenvolvimento. Por isso, merecem uma atenção especial, principalmente por parte da família, no sentido de terem a chance de construírem uma auto-estima positiva.
Para que não tornemos esta situação um problema ainda maior na vida dos filhos, devemos ajudá-los nas situações corriqueiras e aparentemente sem importância, por exemplo:
1."Desde que todo mundo acredita que eu não sou capaz, eu passo a responder a esta expectativa para que assim corresponda àquilo que esperam de mim". Este é um pensamento bem próprio das crianças pequenas, elas precisam da aprovação de seus pais para poder saber quem são e do que são capazes. Portanto, correspondem àquilo que se espera delas;
2.Encontre algum tempo, por menor que seja, mas no qual você esteja realmente aberto e disposto a ouvir seu filho e, assim, criar um momento de intimidade, construir uma relação de amizade e confiança. Um momento onde você realmente possa conhecer a sua criança;
3.Estimule-o a terminar tudo aquilo que começou. Mesmo que encontre alguma dificuldade ou pareça estar desanimado no meio da atividade, faça com que ele tente se superar, que ele consiga competir consigo mesmo e vencer;
4.Seja um ponto de referência seguro e amável, para que seu filho, mesmo quando se comportar mal na escola, ou vivenciar uma experiência de fracasso, saiba que pode contar com seu apoio e não apenas com recriminações;
5.Faça elogios aos comportamentos que você considera bons;
6.Ofereça oportunidades para que ele possa ajudá-lo em alguma tarefa de casa. Assim, ele se sentirá prestativo e necessário;
7.Diga palavras afetuosas e que expressem seus sentimentos. Mesmo quando tiver que corrigir alguma atitude incorreta, fale sobre os sentimentos com os quais está tendo que lidar.
Por mais que pareça dura esta caminhada, permita que seu filho se desenvolva naturalmente e dentro de suas potencialidades, evitando comparações e exigências desnecessárias, que só causaram sofrimentos a todos.
REFERÊNCIA
http://www.mingaudigital.com.br
Dr. Euripedes Castellan Pereira Psicólogo – CRP 03/00694
